O Instituto Entre Rodas lança uma pesquisa para entender, e transformar, a participação de meninas e mulheres com deficiência nas modalidades coletivas do paradesporto.
Os números do Censo 2022 (IBGE) revelam uma realidade que pouca gente percebe: no Estado de São Paulo, 57,1% das pessoas com deficiência são mulheres. São mais de 5,3 milhões de meninas e mulheres. Ainda assim, basta olhar para as quadras e campos do paradesporto coletivo para notar que elas são minoria. Em muitas regiões, simplesmente não estão lá.
Por que isso acontece? O que afasta meninas e mulheres com deficiência do rugby em cadeira de rodas, do futebol de cegas, do voleibol sentado, do goalball e de tantas outras modalidades coletivas? E, principalmente, o que pode trazê-las de volta ao jogo?
É para responder a essas perguntas que nasce o Projeto Entre Elas – juntas viramos o jogo.
Dois pilares, um mesmo objetivo
O projeto se apoia em dois pilares que caminham juntos.
Modalidades coletivas do paradesporto. O esporte coletivo vai muito além do exercício físico. Ele cria vínculos, desenvolve liderança, fortalece a autoestima e ensina a confiar no outro. Mesmo assim, as modalidades coletivas ainda são pouco divulgadas entre meninas e mulheres com deficiência, e os times femininos ou mistos acessíveis são raros. Queremos mudar isso com informação, visibilidade e oportunidades.
Gênero e violência. A exclusão das mulheres com deficiência do esporte não é por acaso. Estereótipos que associam esportes coletivos, sobretudo os de contato, ao universo masculino, a superproteção, o isolamento social e diferentes formas de violência se somam e afastam essas mulheres dos espaços coletivos. Falar de esporte é também falar de direitos, de autonomia e do direito de viver livre de qualquer forma de violência.
Começamos ouvindo
A primeira etapa do Entre Elas é uma pesquisa online. Queremos ouvir pessoas com qualquer tipo de deficiência, a partir de 12 anos, sobre suas experiências, interesses e percepções em relação às modalidades coletivas do paradesporto.
O projeto tem como foco pessoas com deficiência física e visual. Mas decidimos abrir a escuta a todas as deficiências, porque cada olhar diferente amplia a compreensão do problema, enriquece as informações que vamos devolver à sociedade e pode dar origem a novas propostas de trabalho.
Não existem respostas certas ou erradas. Queremos conhecer a sua opinião e a sua realidade. A participação é voluntária, e as informações são tratadas com respeito e confidencialidade, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o ECA Digital. Participantes de 12 a 17 anos precisam da autorização dos responsáveis.
Participe da pesquisa aqui – https://forms.gle/MafR1a7XXSKGBHHB7
